A natureza cura

Apenas 20 minutos por dia em contato com a natureza são suficientes para reduzir os níveis do hormônio do estresse, revela estudo.


"Nós, a humanidade, vamos viver em ambientes artificiais produzidos pelas mesmas corporações que devoram florestas, montanhas e rios. Eles inventam kits superinteressantes para nos manter nesse local, alienados de tudo, e se possível tomando muito remédio", afirma Ailton Krenak, em seu livro "Ideias para adiar o fim do Mundo".


Pois é, com a crescente urbanização e estilo de vida moderno, estamos vivemos em ambientes fechados, dominados por telas eletrônicas e estímulos artificiais. E, mesmo com uma farmácia em cada esquina, esse modelo de vida está gerando impactos negativos à nossa saúde.


Criamos cidades que nos isolam do contato com a terra, do contato com a natureza e estamos percebendo que não é esse o caminho.


A Natureza nutre e cura.


O estudo "Urban Nature Experiences Reduce Stress in the Context of Daily Life Based on Salivary Biomarkers" ("Experiências da natureza urbana reduzem o estresse no contexto da vida cotidiana com base em biomarcadores salivares", em tradução livre) publicado pela Frontiers in Psychology em abril de 2019, conseguiu mensurar os benefícios de como "pequenas doses" de contato com a natureza diariamente podem afetar positivamente a nossa saúde.

Durante um período de 8 semanas, os participantes foram convidados a "tomar pequenas doses" de natureza de 10 minutos ou mais, pelo menos 3 vezes por semana. Os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, foram medidos a partir de amostras de saliva colhidas antes e depois da atividade, uma vez a cada duas semanas.


Os participantes tiveram a liberdade de escolher a hora do dia, duração e local de sua experiência na natureza. Havia algumas restrições, como: o contato com a natureza deveria ser durante o dia, sem exercícios aeróbicos e evitar o uso de mídias sociais, internet, telefonemas, conversas e leituras, fatores que podem influenciar o estresse ", explica Dra. MaryCarol Hunter, Professora Associada da Universidade de Michigan e principal autora desta pesquisa.


Os dados revelaram que apenas uma experiência na natureza de vinte minutos foi suficiente para reduzir significativamente os níveis de cortisol. Mas caso você passar um pouco mais tempo, sentado ou andando em meio a natureza por exemplo, os níveis de cortisol continuam a baixar, em uma taxa mais lenta.

"Nossa abordagem experimental pode ser usada como uma ferramenta para avaliar como idade, sexo, sazonalidade, capacidade física e cultura influenciam na eficácia das experiências na natureza no bem-estar. Isso permitirá prescrições personalizadas de "pílulas da natureza", além de uma compreensão mais profunda de como projetar cidades e programas de bem-estar para o público" afirma Hunter.


Espero que em um futuro, não tão distante, possamos viver em cidades mais verdes, onde a natureza e o homem vivam em harmonia e entendemos que fazemos parte dela e não somos dono dela.


"Quando despersonalizamos o rio, a montanha, quando tiramos deles os seus sentidos, considerando que isso é atributo exclusivo dos humanos, nós liberamos esses lugares para que se tornem resíduos da atividade industrial e extrativista. Do nosso divórcio das integrações e interações com a nossa mãe, a Terra, resulta que ela está nos deixando orfãos, não só aos que em diferente graduação são chamados de índios, indígenas ou povos indígenas, mas a todos" Ailton Krenak.

Confira a pesquisa completa aqui.


#natureza #saude #bemestar #unapausa #minhapausa


Fonte:

Science Daily, disponível em: https://www.sciencedaily.com/releases/2019/04/190404074915.htm

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